domingo, outubro 10

Projeto - Lá vem o Boi

           


Todas as artes se misturam no que chamamos tradição,
                               ...e são nossas tradições e  costumes que refletem  
                                      a  riqueza  da imaginação do nosso povo."






         O AUTO DO BOI DE MAMÃO
         O folguedo do Boi de Mamão do folclore catarinense é um auto que, como no resto do Brasil e com outras designações, conta uma história épica e catequética de morte e de ressurreição.


O boi catarinense, menos dramático e místico, tem um tom mais cômico e gracioso, como é próprio do povo "gozador" de Santa Catarina.Muitas são as figuras que podem integrar a brincadeira e suas aparições variam conforme a localidade onde é encenada. Além do personagem título e do Arauto, que anuncia a chegada de Mateus e seu fantástico boi, são criaturas cativas: a presunçosa Cabra, o Urubu que se delicia com a possibilidade de comer o defunto; o médico e o curandeiro que entram em cena para salvar o bicho, vítima, quem sabe, de mal-olhado; a Bernúncia querendo engolir a todos; a Dona Maricota, que bate em todos que ridicularizam seu namoro com o Zezinho.
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Além dos personagens, a brincadeira conta com um cantor, que narra a história e a banda de músicos que o acompanha, contando como formação mais aprimorada com acordeon, violão, cavaquinho, pandeiro, tamborim e chocalhos.
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Esse é um documentário para se conhecer e sobretudo entender a representação e a diversidade do folguedo do boi de mamão, suas histórias, tradições, as formas de encenação e os personagens do imaginário catarinense.



            
                        Lá vem o boi
                  O AUTO DO BOI DE MAMÃO em 3 atos
                            Duração: 58 minutos   
 O documentário foi concebido como um Auto, que é um espetáculo em que, as paixões e as virtudes são apresentadas com o objetivo de fazer o homem entender seus medos, anseio e vislumbrar o poder divino e desconhecido.
    Cheio de alegorias dramáticas e personagens simbólicos c
om o sotaque açoriano, ou seja, o famoso modo ‘manezinho’ de se expressar, aliado a um colorido figurino, elenco talentoso e algumas canções inéditas.

                                  
                                   DIREÇÃO  CÊNICA
  Antônio Cunha é diretor, dramaturgo, roteirista e ator; tem o  seu nome vinculado a diversas produções de companhias
teatrais, como os Grupos Armação e o Dromedário Loquaz, de Florianópolis. São de sua autoria as peças “Dona Maria, a Louca”, que já recebeu montagens em Florianópolis 'e São Paulo, “As Quatro Estações” e “Flores de Inverno”, todas publicadas no livro “Três Dramas Possíveis”, além de “Contestado, a Guerra do Dragão de Fogo Contra o Exército Encantado”, do roteiro do filme “Santa”, lançado em 2006, dentre outras obras.

Como ator, tem participado de diversos trabalhos no teatro, bem como em filmes e especiais para televisão.
Além de assinar a direção de várias peças de teatro, suas e de outros autores, iniciou a incursão pela ópera em 2004, com a concepção e direção cênicas de duas delas naquele mesmo ano: “O Diretor de Teatro” (Der Schauspieldirektor) de Mozart, pela Companhia da Ilha e “Cavalleria Rusticana”, de Mascagni, pela Pró-Música de Florianópolis, para a qual já dirigiu também, desde então, “A Flauta Mágica” de Mozart (2005), “Rigoletto” (2006) e “La Traviatta” (2007 e 2008), ambas de Giuseppe Verdi, “O Elixir do Amor” de Donizetti (2008) e “O Barbeiro de Sevilha” de Rossini (2009).
Dirigiu, em 2008, as peças “Sonho de Uma Noite de Velório”, de Odir Ramos da Costa, pelo Grupo Armação e “Uma Visita”, de Martin Walser, pelo Grupo Armação e Esfera Produções, tendo com esta última excursionado a Portugal, a convite, em setembro de 2009.

                    DIREÇÃO MUSICAL
A direção musical está sendo realizada pelo cantor e regente Rogério Guilherme e pelo maestro e pianista Luiz Gustavo Zago.
Rogério Guilherme atua há 14 anos no cenário musical de Florianópolis, sendo 8 deles também dedicados à função de regente, diretor musical e produtor do Coral Hélio Teixeira da Rosa do Tribunal de Contas de Santa Catarina.
Participou como solista dos musicais encenados pelo Estúdio Vozes de 1996 a 2002 - dentre eles "My Fair Lady", "The Sound of Music", "Singing in the rain" e "Evita".  Esteve nas montagens das óperas "Madamme Butterfly", "Carmen" e "Rigoletto" realizadas pela Pró-Música de Florianópolis em conjunto com a Orquestra Camerata Florianópolis.


Luiz Gustavo Zago é Bacharel em piano pela UDESC e integra a nova geração de talentos da música catarinense. Zago não só surpreende ao piano, mas revela-se inspirado compositor e arranjador, reconhecido e premiado em vários festivais de música, como o Festival de Música do SESC de Santa Catarina (1º colocado em 2000 e 2002), Festival Universitário de Ponta Grossa (melhor instrumentista em 2003), Prêmio Nabor Pires Camargo (festival nacional, menção honrosa como instrumentista). 

Participou de várias gravações de discos de bandas e compositores catarinenses como pianista, tecladista, arranjador ou compositor, transitando entre a MPB, Bossa-Nova, Choro, Jazz e Música Erudita.

Em 2009, Zago recebe o prêmio Franklin Cascaes na categoria de música popular, pelo show “50 anos de Bossa-nova”.





         Direção de Imagens
Liliane Motta da Silveira é formada em Comunicação Social pela Universidade Católica de Pelotas, com especialização em publicidade e propaganda.
É produtora e diretora de projetos próprios para cinema e televisão e para novas mídias, Assinou a direção de arte de vários curta e dois longas. A cada projeto busca uma  estética diferenciada e inovadora . Últimos trabalhos:
Direção de Arte do curta-metragem "O Samba daqui" de Melina Curi.
Direção de Arte longa-metragem  "Muamba" de Chico Faganello, Direção de Arte do Curta- metragem " Campeonato de Pescaria" de Luiza Lins e Marco Martins.    Direção de Documentário - "No tempo em que nós vivia" (Prêmio Indigena Internacional do Festival de Cusco - Peru).-" A última missão -Um submarino alemão em águas catarinenses. Direção do Documentário " Santa Catharina, a história não revelada" Produção de" O caminho do Peabiru e a saga de Aleixo Garcia" - Co-Produção com a RTP (Portugal) e Black Maria(Portugal)- Direção de João Garção Borges


                                            
                                                            

                                                   Pesquisa
                                                         GELCI COELHO, O PENINHA
O museólogo Gelci Coelho fez sua especialização em Museu, Educação e Artes na Universidade de São Paulo, após o curso de graduação em História pela Universidade Federal de Santa Catarina.
Foi diretor do Museu Universitário por uma década, ministrando e coordenando inúmeros cursos, palestras, treinamentos e oficinas, em especial, sobre as manifestações folclóricas de Santa Catarina.
O artista e folclorista Peninha é reverenciado por seu conhecimento e seu apego às raízes da colonização açoriana no litoral catarinense, um autêntico manezinho inspirando os que dele se aproximam.
Um dedo de prosa com Peninha proporciona um fantástico retorno ao mundo de nossas origens, uma experiência transcendente que dilata o presente e amplifica as possibilidades, percepções e visões que nos haviam conduzido até ele. Tudo encanto, com bruxas aparecendo durante todo o colóquio!

                                                         

    É o jaraguá com a meninada/É o povo unido no mesmo lugar
   É o vaqueiro na peça do boi/Aprendeu com a vida não pode errar
  Oi abram alas minha gente/Que a bernuncia quer passa
r

Eu vou botá meu boi na rua/Quero ver meu   boi brincar.






Curta-metragem O SAMBA DAQUI



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 As aventuras de um casal de irmãos proibido pelo avô de pegar mariscos no mar. Ao escavar um buraco para esconder as conchas coletadas sorrateiramente, descobrem algo misterioso. O personagem do avô é interpretado pelo ator Sérgio Mamberti.

Direção: Melina Curi
Direção de Arte: Liliane Motta da Silveira
Direção de Produção: Vinicius Muniz
Direção de Fotografia: Tcharles Barbosa
2011




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